Banner Topo

Autor: radar-do-maranhao

  • Governo entrega segunda etapa da Avenida Metropolitana e consolida novo eixo de desenvolvimento para a Grande São Luís

    Governo entrega segunda etapa da Avenida Metropolitana e consolida novo eixo de desenvolvimento para a Grande São Luís

    O Governo do Maranhão inaugurou, na manhã deste sábado (28), a segunda etapa da Avenida Metropolitana, projeto que representa uma revolução na infraestrutura viária para os municípios de São Luís, São José de Ribamar e Paço do Lumiar. A obra é um marco importante para a mobilidade urbana e beneficia moradores de aproximadamente 50 bairros, impulsionando o desenvolvimento econômico e a valorização do espaço urbano.

    Presente na entrega, o governador Carlos Brandão lembrou que a segunda etapa da obra contou com duas frentes de trabalho: a primeira num trecho de 2,7 km do São Raimundo ao Parque Independência e a segunda num trecho de 1,66 km do Parque Independência à Rotatória da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), totalizando 4,36 km de extensão desta nova parte da via.

    Até o final do planejamento, que inclui uma terceira etapa, a Avenida Metropolitana contará com 40 km de extensão e interligará todos os quatro municípios da Grande Ilha.

    “Estamos falando da maior obra de mobilidade urbana do Maranhão, que beneficia esses municípios da Grande Ilha. Serão beneficiados 50 bairros, quatro municípios e um milhão de pessoas. Esse planejamento também vai interligar esse caminho com a Avenida Litorânea. Eu estou falando de 40 quilômetros de avenidas e essas vias são duplicadas com três pistas de um lado e mais três do outro”, declarou Brandão.

    Além de possuir pistas amplas com três faixas em cada lado, a avenida também conta com ciclovia, calçadas acessíveis, canteiro central, iluminação em LED, urbanização e paisagismo. Com a conclusão desta segunda etapa já será possível uma melhora da fluidez do trânsito com impacto no fluxo de veículos em corredores como a Avenida Guajajaras e a Jerônimo de Albuquerque.

    Para o presidente do Conselho Sociocultural do São Raimundo, Manuel de Jesus Caires, mais conhecido como Manuelzinho, a conclusão desta etapa da obra representa respeito com o pleito dos moradores da região, que há vários anos sofriam com a dificuldade de deslocamento e hoje podem reduzir o tempo da jornada para o trabalho, escola ou outro destino.

    “Essa é a maior obra da Região Metropolitana e o governo acreditou nas lideranças comunitárias, pois nossa intenção era pelo menos interligar a nossa região à BR-135 e hoje estamos ligados a quase toda a Região Metropolitana de São Luís. Isso significa municipalismo, respeito e em nome de todas as lideranças comunitárias agradeço por essa obra”, comentou Manuelzinho.

    Meyre Márcia é moradora da Cidade Olímpica e afirmou que foi uma satisfação ver o início e a conclusão dos trabalhos, pois agora os moradores possuem mais segurança e melhor acesso para deslocamento na cidade.

    “É uma obra de suma importância para os moradores, principalmente para quem faz deslocamento diário como estudantes da Uema e moradores do São Raimundo, Santa Bárbara e outros bairros adjacentes. O Governo do Estado está de parabéns por uma obra gigantesca dessa e só temos a agradecer”, relatou.

    André Costa, morador da Cidade Operária, aproveitou para utilizar a ciclovia e aprovou o trabalho. “É muito boa essa avenida e vai beneficiar os moradores e muita gente que vem fazer caminhada, pedalada, além de ser uma alternativa para fugir dos congestionamentos no trânsito. Esse daqui era um pedaço da cidade que estava esquecido e agora ganhou vida com essa avenida”, afirmou.

    A Avenida Metropolitana é uma via moderna, projetada para atender veículos, pedestres e ciclistas, ampliando a capacidade do sistema viário e garantindo maior segurança e eficiência no trânsito. Além dos benefícios para a mobilidade urbana, a via também impacta na área socioeconômica, com a valorização dos imóveis, estímulo ao comércio local, impulsionando a geração de emprego e renda.

    Fonte – Governo do Maranhão

  • Maranhão é o 2º estado com maior percentual de cumprimento do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

    Maranhão é o 2º estado com maior percentual de cumprimento do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono

    O Maranhão registrou o percentual de 52,18% no cumprimento das metas do Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC+MA). O desempenho é resultado do avanço do estado na ampliação de práticas agrícolas sustentáveis previstas no Plano, o que garantiu ao Maranhão a 2ª posição no ranking de metas realizadas a nível nacional.

    Até o momento, o Plano ABC+MA já soma 768.595 hectares de áreas orientadas pelas tecnologias de baixa emissão de CO2. Entre os destaques, está o Sistema de Plantio Direto, já implementado em 360 mil hectares do território maranhense, superando a meta estadual, que previa 250 mil hectares. Os dados constam no Painel Gerencial do Plano ABC+, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Para o titular da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sagrima), Fábio Gentil, os resultados positivos refletem a atuação integrada de diversos atores. “Estamos conduzindo o Plano ABC+ como uma política pública estruturante. Sua implementação exige governança, planejamento e uma forte articulação entre assistência técnica, defesa agropecuária, meio ambiente, pesquisa e monitoramento territorial”, destacou.

    No Maranhão, o Plano é de responsabilidade do Grupo Gestor Estadual (GGE), coordenado pela Sagrima, e composto por 28 instituições públicas e privadas. O grupo tem como missão estimular a adoção das práticas sustentáveis, monitorar o cumprimento das metas, coordenar ações de conscientização e divulgação sobre o Plano, entre outros.

    O coordenador do Plano ABC+ Maranhão, Jadiel Lins, destacou que o GGE vem realizando diversas ações de conscientização. “Através dos eventos agropecuários, estamos promovendo ações práticas para mostrar o potencial dessas tecnologias na produção agropecuária. São momentos oportunos em que mostramos como é possível conciliar as atividades agrícolas com práticas de sustentabilidade, conservação ambiental e aumento da produtividade”, contou.

    No ano passado, em Imperatriz, a Sagrima realizou o Dia de Campo sobre o Plano ABC+, focado na produção de açaí em sistema agroflorestal. A ação teve como foco a recuperação de áreas degradadas por meio da implantação de Sistemas Agroflorestais, uma das tecnologias instituídas no Plano. Na ocasião, o destaque foi para o cultivo do açaí em áreas anteriormente utilizadas para pastagens.

    Plano ABC+ e meta estadual

    O Plano ABC+ é uma iniciativa do Governo Federal, que assumiu o compromisso de mitigar 1,1 bilhão de toneladas de gás carbônico até 2030, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021, realizada na Escócia.

    No Maranhão, o Plano foi instituído em junho de 2024 e tem como meta mitigar 31 milhões de toneladas de gás carbônico provenientes das atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas no estado. Com as metas cumpridas até o momento, o Maranhão já mitigou mais de 15 milhões de toneladas de CO2.

    Monitoramento das metas

    Ao todo, o Plano ABC+MA prevê oito tecnologias, como Sistemas de Irrigação, Manejo de Resíduos Animais, Recuperação de Pastagens Degradadas, etc. Cada tecnologia possui metas próprias que são monitoradas diretamente pelo Grupo Gestor Estadual.

    De acordo com o coordenador do GGE, o monitoramento ocorre através de levantamentos estatísticos, validação em campo por amostragem, imagens de satélite e metodologias técnicas compartilhadas entre instituições parceiras. “Todos os dados são tratados e apurados e devidamente encaminhados para o Mapa”, explicou Jadiel Lins.

    Fonte – Governo do Maranhão

  • 100 municípios do Maranhão conquistam Selo Ouro de Alfabetização em premiação nacional em Brasília

    100 municípios do Maranhão conquistam Selo Ouro de Alfabetização em premiação nacional em Brasília

    Municípios maranhenses foram reconhecidos nacionalmente com o Selo Ouro de Compromisso com a Alfabetização, concedido pelo Ministério da Educação durante cerimônia realizada em Brasília. A premiação integra as ações do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e destaca redes municipais de ensino que têm avançado na implementação de políticas públicas voltadas à alfabetização na idade certa.

    Ao todo, 100 municípios do Maranhão conquistaram o Selo Ouro, a mais alta categoria da premiação, que avalia indicadores relacionados à gestão educacional, formação de professores, acompanhamento pedagógico e estratégias voltadas ao desenvolvimento da leitura e da escrita.

    Reconhecimento ao trabalho das gestões municipais

    O reconhecimento nacional reforça o compromisso das administrações municipais com a melhoria da qualidade da educação e com a garantia de que crianças maranhenses sejam alfabetizadas na idade adequada, evidenciando o esforço dessas gestões municipais em fortalecer a educação básica, com iniciativas voltadas à melhoria da aprendizagem nos anos iniciais e à garantia do direito à alfabetização das crianças.

    Para a prefeita de Formosa da Serra Negra, Juceni, a premiação confirma que o município está no caminho certo ao priorizar a educação.

    “Esse prêmio representa o reconhecimento de que Formosa da Serra Negra está no caminho certo, garantindo que nossas crianças, de fato, aprendam a ler e escrever na idade certa. Assim, comprovamos que a educação é prioridade na nossa gestão e que estamos transformando vidas desde a base.”

    O município de Porto Franco também voltou a ser reconhecido nacionalmente pelos avanços na alfabetização das crianças da rede municipal. Após já ter conquistado o selo em 2024, a cidade recebeu novamente, em 2025, o Selo Nacional Ouro do Compromisso com a Alfabetização, consolidando-se como referência em educação no Maranhão.

    Para o prefeito Deoclides Macedo, a conquista é resultado de um esforço coletivo.

    “Receber mais uma vez o Selo Nacional Ouro é motivo de muito orgulho para todos nós de Porto Franco. Seguiremos investindo na educação e no futuro das nossas crianças.”

    A prefeita de Arari, Simplesmente Maria, também destacou a importância do reconhecimento nacional para o município.

    “Arari é Selo Ouro na conquista nacional da educação, e isso é motivo de grande alegria para o nosso município. Nosso agradecimento especial aos professores, alunos e coordenadores que se dedicaram tanto para que esse prêmio fosse para Arari. Viva Arari e viva a educação de Arari.”

    Já o prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Didi do PP, ressaltou o trabalho contínuo das equipes educacionais do município.

    “Esse reconhecimento reforça o trabalho sério e comprometido que estamos desenvolvendo na educação de Alto Alegre do Pindaré, um trabalho que já vinha sendo executado pela gestão anterior. Obrigado a todos que fazem parte dessa conquista tão importante.”

    Compromisso com a educação municipal

    A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM) destaca a importância da conquista para o fortalecimento das políticas educacionais nos municípios maranhenses.

    A entidade ressalta que o reconhecimento nacional demonstra o empenho das gestões municipais em investir na educação básica e em implementar ações que garantam melhores condições de ensino e aprendizagem para crianças em todo o estado. O resultado também evidencia o papel estratégico dos municípios na construção de políticas públicas capazes de transformar a realidade educacional do Maranhão.

    Municípios maranhenses com Selo Ouro

    Abaixo, a relação dos municípios do Maranhão reconhecidos com o Selo Ouro de Compromisso com a Alfabetização:

    Açailândia; Afonso Cunha; Alto Alegre do Pindaré; Amapá do Maranhão; Apicum-Açu; Araguanã; Arari; Bacabal; Bacurituba; Barão de Grajaú; Barreirinhas; Bela Vista do Maranhão; Belágua; Bernardo do Mearim; Boa Vista do Gurupi; Bom Lugar; Brejo; Brejo de Areia; Cachoeira Grande; Cantanhede; Carolina; Carutapera; Caxias; Centro do Guilherme; Cidelândia; Coelho Neto; Conceição do Lago-Açu; Coroatá; Duque Bacelar; Esperantinópolis; Estreito; Fernando Falcão; Formosa da Serra Negra; Fortaleza dos Nogueiras; Godofredo Viana; Gonçalves Dias; Governador Luiz Rocha; Governador Newton Bello; Graça Aranha; Guimarães; Icatu; Igarapé do Meio; Igarapé Grande; Imperatriz; Itapecuru-Mirim; Jenipapo dos Vieiras; João Lisboa; Joselândia; Lago do Junco; Lago dos Rodrigues; Lagoa Grande do Maranhão; Lima Campos; Luís Domingues; Magalhães de Almeida; Maranhãozinho; Mata Roma; Milagres do Maranhão; Nova Olinda do Maranhão; Olho d’Água das Cunhãs; Paço do Lumiar; Palmeirândia; Paulino Neves; Paulo Ramos; Penalva; Peri Mirim; Peritoró; Pindaré-Mirim; Pio XII; Porto Franco; Presidente Juscelino; Santa Helena; Santa Luzia do Paruá; Santa Quitéria do Maranhão; Santo Antônio dos Lopes; São Domingos do Azeitão; São Domingos do Maranhão; São Francisco do Maranhão; São João Batista; São João do Carú; São João do Paraíso; São João do Soter; São José dos Basílios; São Luís; São Pedro da Água Branca; São Pedro dos Crentes; São Raimundo das Mangabeiras; Senador Alexandre Costa; Senador La Rocque; Sítio Novo; Sucupira do Norte; Sucupira do Riachão; Tasso Fragoso; Timon; Trizidela do Vale; Turiaçu; Tutóia; Vargem Grande; Vitória do Mearim; Vitorino Freire.

    Fonte – FAMEM

  • Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026

    Banco Central prevê crescimento de 1,6% para o PIB em 2026

    O Banco Central (BC) manteve em 1,6% a projeção de crescimento da economia em 2026. Em seu Relatório de Política Monetária, divulgado nesta quinta-feira (26), a autarquia destaca, entretanto, que a atual previsão para o Produto Interno Bruto (PIB – soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país) está sujeita a “maior incerteza” diante dos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio.

    “Se prolongado [o conflito], seus impactos predominantes, no país e no exterior, devem ser consistentes com um choque negativo de oferta, aumentando a inflação e reduzindo o crescimento, ainda que alguns setores da economia brasileira, especialmente o petrolífero, possam se beneficiar”, diz o relatório do BC.

    “Se a distribuição de mercadorias continuar interrompida e a capacidade de produção reduzida na região por muito tempo, o impacto sobre os preços e a atividade pode ser duradouro e significativo”, acrescentou a autarquia.

    O dado para o PIB é referente ao primeiro trimestre deste ano, sendo o mesmo valor daquele divulgado no relatório de dezembro. “A estabilidade da projeção de crescimento anual decorre do resultado do quarto trimestre de 2025, próximo ao esperado, e da manutenção da perspectiva de expansão trimestral moderada ao longo de 2026”, diz o relatório.

    “Esse cenário é condicionado pela expectativa de política monetária em campo restritivo [juros altos], pelo baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, pela perspectiva de desaceleração da economia global e pela ausência do impulso agropecuário observado em 2025”, explicou o BC.

    Em 2025, o PIB do Brasil fechou em 2,3%, com expansão em todas as atividades, mas puxado principalmente pela agropecuária.

    Segundo a autarquia, o cenário para 2026 incorpora também estimativas dos efeitos de medidas recentes com potencial de sustentar a demanda doméstica, como o aumento real do salário mínimo e a isenção ou o desconto no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil ou R$ 7 mil.

    No mesmo sentido, o mercado de trabalho continua aquecido, com queda do desemprego e aumento dos salários.

    O relatório do BC apresenta as diretrizes das políticas adotadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da taxa básica de juros, a Selic, e avalia a evolução recente e as perspectivas da economia, especialmente as projeções de inflação. A Selic é o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle.

    De setembro de 2024 a junho de 2025, a Selic foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas cinco reuniões seguintes do Copom. Após esse período prolongado de manutenção da taxa em 15% ao ano, na semana passada, ele foi reduzida para 14,75% ao ano.

    Diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

    Inflação
    O BC ressalta que a inflação deve subir até o fim de 2026, recomeçando trajetória de queda até o horizonte relevante, mas ainda permanecendo acima da meta. A meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CNM) é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, isto é, de 1,5% a 4,5%.

    Segundo a autarquia, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – deve terminar o ano em 3,6%, “em boa medida advinda do aumento dos preços do petróleo”.

    A probabilidade de a inflação estourar o teto da meta (4,5%) em 2026 subiu de 23% para 30% neste Relatório de Política Monetária.

    De acordo com o documento, a partir do ano que vem, a inflação volta a cair, chegando a 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2028. “No horizonte relevante de política monetária, ou seja, o terceiro trimestre de 2027, a inflação projetada é 3,3%”, diz o BC.

    Crédito
    A projeção para o crescimento do saldo do crédito ofertado tanto para pessoas físicas quanto para empresas em 2026 aumentou de 8,6% para 9%. O crescimento é puxado principalmente pelo desempenho acima do esperado do crédito livre a pessoas físicas e do direcionado a pessoas jurídicas. As projeções desses segmentos aumentaram 0,5 ponto percentual, para 9,5% e 11,5%, respectivamente.

    No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado ─ com regras definidas pelo governo ─ é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.

    Apesar do aumento, a projeção atualizada segue indicando desaceleração do crédito pelo segundo ano consecutivo. O saldo do crédito no Sistema Financeiro Nacional (SFN) cresceu 10,3% em 2025, abaixo da variação de 11,5% observada em 2024.

    “A desaceleração esperada é consistente com o cenário prospectivo para a atividade econômica doméstica e com os efeitos correntes e defasados da política monetária [de aumento da Selic], em contexto de endividamento e comprometimento de renda elevados”, explicou o BC.

    Contas externas
    A projeção de déficit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países, foi reduzida em relação ao relatório anterior, passando de R$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões (2,2% do PIB) em 2026, em função da melhora na projeção do saldo comercial, apoiado em crescimento das exportações superior ao das importações.

    A elevação do valor projetado para as exportações vem da combinação de ligeiro aumento do volume esperado e, principalmente, da perspectiva de preços mais altos. Segundo o BC, a principal mudança em relação ao relatório de dezembro vem da alta dos preços de combustíveis como resultado do conflito no Oriente Médio, com impacto na projeção de exportação de petróleo.

    Esse déficit externo estará financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm projeção do fluxo líquido de entrada de US$ 70 bilhões (2,7% do PIB).

    Por outro lado, o conflito no Oriente Médio eleva os riscos e a incerteza com a redução do fluxo comercial no Estreito de Ormuz, com possíveis repercussões no comércio internacional, nas cadeias de produção e nas condições financeiras globais.

    Fonte – EBC

  • Governo amplia ações de reabilitação na rede estadual com entrega da Oficina Ortopédica do Maranhão

    Governo amplia ações de reabilitação na rede estadual com entrega da Oficina Ortopédica do Maranhão

    O Governo do Maranhão garantiu mais um avanço para a rede estadual de saúde. Nesta quarta-feira (25), foi inaugurada a Oficina Ortopédica do Maranhão que oferecerá serviço especializado para confecção, produção, elaboração, adaptação, manutenção, reparo e ajuste técnico de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. A unidade funcionará no Complexo do Centro Educacional e Social São José Operário (CESJO), no bairro Cidade Operária.

    Durante a inauguração, o governador Carlos Brandão lembrou que a gestão estadual deve cuidar das pessoas e que os investimentos na área da saúde refletem essa missão institucional. Ele explicou que a gestão estadual se empenhará em expandir o serviço, que depois da capital maranhense será pensado para Imperatriz e também para outras cidades polo de forma regionalizada.

    “Estamos começando aqui com a capacidade de 2 mil atendimentos por mês. Naturalmente que, nesse começo, as pessoas irão se dirigir a São Luís, mas a nossa intenção é ampliar porque este é um serviço extremamente necessário e que vai trazer uma nova vida para as pessoas. Cada vez que abrimos um serviço na área da saúde, cuidamos das pessoas, salvamos vidas e trazemos mais dignidade para a população”, observou o governador.

    O atendimento é direcionado a pessoas com deficiência física, múltipla ou com limitações funcionais temporárias ou permanentes e funcionará de forma integrada ao fluxo assistencial do Centro Especializado em Reabilitação (CER) Cidade Operária. Além disso, haverá articulação com os demais serviços de reabilitação da rede estadual e em consonância com as diretrizes da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do Sistema Único de Saúde (SUS).

    O secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, explicou que esta é a primeira unidade desse tipo da rede estadual e que o atendimento conta com avaliação multiprofissional, com a participação de profissionais de fisioterapia, terapia ocupacional, serviço social, psicologia, entre outros.

    “Aqui vamos conhecer as demandas e as necessidades, que já serão atendidas, para as confecções das órteses e próteses e adequações dos meios de locomoção, que são necessários de acordo com as especificidades das pessoas, de forma personalizada. Esse é um serviço que antes não existia na rede estadual de saúde e agora o governo entrega para recebermos essas demandas, serão quase 2 mil atendimentos por mês”, informou Tiago Fernandes.

    A prescrição técnica da órtese, prótese ou do meio auxiliar de locomoção é feita de forma alinhada ao Plano Terapêutico Individual e conta com uma etapa de adaptação, que inclui ajustes técnicos, treinamento e orientações quanto ao uso adequado do equipamento. Além disso, o usuário contará com serviço de acompanhamento para manutenção e eventuais reparos dos dispositivos quando for necessário.

    O coordenador técnico da Oficina Ortopédica do Maranhão, Aderson Luz, afirmou que a inauguração do espaço representa um marco na história dos serviços de saúde oferecidos no estado.

    “É de uma importância enorme haja vista que o Maranhão é um dos estados que tem o maior percentual de pessoas com deficiência. Dado isso, o governo inaugurou este serviço que atenderá toda a população do nosso estado que precisa de uma órtese, de uma prótese ou de um meio auxiliar de locomoção, como cadeira de rodas, bengala, andador. Esse serviço é um marco na saúde”, frisou.

    Para Wesley Thiago, que trabalha como auxiliar de manutenção, a chegada do serviço representa mais qualidade de vida, especialmente para as pessoas de baixa renda. “Para nós, pessoas com deficiência, a importância desse serviço é muito grande, inclusive é o primeiro a ser lançado aqui em São Luís. É gratificante saber que agora temos esse tipo de serviço. É algo que ajudará muitas pessoas, especialmente as que não têm condições de pagar por uma prótese”, avaliou.

    Capacidade

    A capacidade instalada da oficina conta com recursos humanos distribuídos em 17 categorias profissionais, incluindo fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, ortesistas, protesistas, psicólogos, assistente social, costureiros e sapateiros ortopédicos, entre outros profissionais que compõem a equipe técnica do serviço.

    A estrutura física e técnica dispõe de ambientes específicos para moldagem, modelagem, confecção e acabamento dos dispositivos, além de equipamentos especializados próprios de uma oficina ortopédica, garantindo condições adequadas para a produção e adaptação das tecnologias assistivas.

    Com todo esse aparato, a produção assistencial associada à Oficina Ortopédica da Cidade Operária pode alcançar cerca de 2 mil atendimentos multiprofissionais mensais. A unidade é importante para a demanda existente no SUS e reforça os serviços de reabilitação da rede estadual.

    Fonte – Governo do Maranhão