O Consórcio Via SL se manifestou publicamente após o Ministério Público do Maranhão (MPMA) recomendar à Prefeitura de São Luís o rompimento do contrato de concessão do transporte público. Em entrevista, o representante da empresa, Diego Rocha, afirmou que a crise enfrentada pelo sistema foi agravada, principalmente, pela suspensão dos repasses financeiros da gestão municipal e classificou a recomendação do MP como algo recebido com “estranheza”.
Segundo Rocha, o principal fator que comprometeu a operação foi a decisão da prefeitura, em novembro de 2025, de zerar o subsídio destinado à empresa. O recurso seria usado para o pagamento de salários e a manutenção dos serviços. “Sem o apoio do poder concedente, fica difícil manter salário, operação e atendimento à população”, afirmou o representante.
O Consórcio Via SL garantiu que, apesar das dificuldades financeiras, os trabalhadores seguem em atividade, com a empresa priorizando a regularização da situação dos funcionários e a continuidade dos serviços. “A empresa só não parou porque os trabalhadores estão lutando para mantê-la funcionando”, destacou Rocha.
Sobre denúncias de que a empresa teria realizado transferências financeiras para evitar bloqueios judiciais, o representante confirmou os repasses, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, os valores foram enviados à empresa Gold Coltan, que integra o mesmo grupo econômico. “Não se trata de empresa externa. Os repasses foram feitos para garantir a continuidade operacional”, explicou.
O consórcio também criticou as chamadas glosas — descontos aplicados nos repasses pela prefeitura — e afirmou que há dívidas pendentes do município com a empresa. “Só em relação à empresa 1001, a dívida passa de R$ 800 mil. Esse valor resolveria a folha de pagamento e permitiria ampliar a frota”, disse Rocha, que reconheceu falhas na gestão, mas defendeu que a responsabilidade deve ser compartilhada entre as partes.



